Estamos numa relação abusiva com o STF

A crise entre os poderes denuncia a violência psicológica contra a nação. Há pouco mais de um mês a violência psicológica, que já é prevista na Lei Maria da Penha, foi inserida no código penal e passou a ser crime, que pode resultar de seis meses a dois anos de prisão e pagamento de multa.

Visando diminuir o índice de violência, o Brasil lançou a campanha “agosto lilás”, que propõe que a mulher que for vítima de violência doméstica, seja física ou psicológica, deve fazer um “X” vermelho, para alertar e assim, receber o socorro. A violência psicológica ou agressão silenciosa, por não deixar marcas visíveis, é difícil de ser detectada. Portanto, a campanha e a criminalização desse tipo de abuso, é oportuna e necessária.

A violência psicológica está em toda parte: em casa, nos ambientes de trabalho, e sobretudo, manifesta pela via virtual, onde termos tais como: “cancelamento”, “assassinato de reputação”, “lacração”, podem ser interpretados como violência psicológica.

Poder e dominação sustentam uma relação abusiva. Homens e mulheres de todas as idades, de diferentes profissões, podem manifestar-se de forma abusiva em suas relações familiares e sociais.

A maior característica da violência psicológica, é que ela vem disfarçada de “correção” e finge um caráter educativo, colocando as suas vítimas em sérias dúvidas, sobre merecer os ataques, que na maioria das vezes, produz danos irreversíveis para a autoestima, chegando a levar as pessoas mais sensíveis, ao suicídio.

Um tipo inédito de violência está em curso no Brasil, há pelo menos quatro anos: a comunicação abusiva motivada por rixas políticas.

Não bastasse a crise sanitária ocasionada pela pandemia, a população segue em clima de polarização, alimentada e incendiada pela crise entre os poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário.

Os poderes Legislativo e Judiciário, através de seus membros, vêm medindo forças com o povo, que apoia o poder executivo, cujo presidente foi escolhido pelo voto democrático, fato esse, nunca digerido pela oposição. Isso pode ser observado desde as primeiras manifestações do povo em Brasília. A sequência de abusos, direcionados aos apoiadores do presidente, segue firme na intenção declarada e justificada, como formas de “inibir os atos antidemocráticos”, e “dar uma lição” aos que ousam ou ousaram desafiar os “deuses de toga”.

Prisões ilegais, criminalização do trabalho na pandemia, violação às liberdades individuais, perda dos direitos de ir e vir, fechamento de empresas, das igrejas, CPI fake…

Enfim, para que o meu alerta alcance mais pessoas, vou resumir em poucas linhas esse pedido de socorro.

Como mulher, mãe, esposa e psicóloga, atuante em consultório, coloco aqui, na palma da minha mão, um “X” vermelho, com um pedido de SOCORRO, não para os abusadores da nação, pois, eles estão entorpecidos pelo poder, e já não podem mais sentir.

Venho pedir aos cidadãos que, como eu, tenha preservada a capacidade de indignar-se, a assumir o propósito de ajudar a dar um basta a esses políticos inaptos, que desrespeitam a nação e violam a constituição, que juraram honrar.

Uma nação inteira está refém, desses “bobos da corte”, que se autoproclamaram DONOS DO BRASIL.

Além do abuso psicológico aqui denunciado, a perseguição ao poder executivo é, obviamente, de motivação política. Os “tomadores de poder” parecem ter adotado como lema, a Lei 42: “Ataque o pastor e as ovelhas dispersar-se-ão”, do livro “As 48 Leis do Poder”. Talvez consigam dispersar ovelhas. Mas, duvido que consigam afastar das ruas, os mais de 57 milhões de pessoas!

Atacar o presidente é a meta. Mas, o alvo é o povo. Atacando o presidente, esperam que o povo aceite o “corretivo” e desista. Assim, poderão concluir a operação TOMAR O PODER, com sucesso.

E quando isso acontecer, a polarização termina, pois, não haverá mais direita, nem esquerda, só um povo finalmente unidos, na dor e na desgraça. Então Brasil? Vamos acabar com essa violência psicológica, que tem tirado o sono e paz dos brasileiros?

Bernadete Freire Campos

Psicóloga com Experiência de mais de 30 anos na prática de Psicologia Clinica, com especialidades em psicopedagogia, Avaliação Psicológica, Programação Neurolinguística

 

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