Empresários e rodoviários respondem ao prefeito e iniciam greve por aumento de tarifas de coletivos

A greve anunciada pelos rodoviários, prevista para a quinta-feira (21), já foi iniciada. A antecipação é decorrente do prefeito Eduardo Braide ter anunciado de que não haverá reajuste nas tarifas dos transportes coletivos e de estar adotando medidas que visam não prejudicar os usuários dos transportes coletivos pelos direitos de ir e vir. O jogo de interesses entre rodoviários e empresários é muito interessante, sob o aspecto vergonhoso para fazer pressão às autoridades.

Os empresários deixam de honrar o acordo coletivo de trabalho, destacando que estão operando no vermelho e que para cumprirem com as suas responsabilidades precisam de reajuste nas tarifas, ensejando a que os rodoviários passem a fazer pressão às autoridades e a prejudicar os usuários. É uma estratégia antiga e muito bem incorporada pelas autoridades da administração municipal anterior. Muitas vezes a população era surpreendida com Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte definindo percentuais e valores dos reajustes e datas para entrar em vigor. Em outras ocasiões, o executivo municipal esperava por audiências de conciliação na Justiça do Trabalho e acatava as reivindicações do empresariado, uma vez que a relação entre empresários e a prefeitura não eram muito próximas, basta apenas citar que eles tinham até escritório dentro da SMTT.

Como o prefeito Eduardo Braide se posicionou antecipadamente contra qualquer reajuste, os empresários já estariam ingressando na Justiça do Trabalho com um pedido de conciliação entre eles, rodoviários e a prefeitura de São Luís. Caso não haja entendimentos entre as partes e depois de algumas, a própria Justiça do Trabalho pode arbitrar um percentual, baseando-se em vários itens, mas os que pesam mais são os valores acumulados dos aumentos dos combustíveis e de peças de reposição.

Hoje (19) foi a vez que a empresa Retrans, que parou e deixou mais de 20 bairros sem coletivos. Amanhã e depois serão outras, estratégias bem conhecidas e que acabam favorecendo os empresários e por extensão os rodoviários, que têm sido muitos úteis como massa de manobra.

O que se faz necessário e com bastante urgência é que a prefeitura de São Luís e a Câmara Municipal façam uma revisão geral na farsa das concessões dos transportes coletivos e por direito garanta um serviço com um mínimo de dignidade para a população da capital. Basta de exploração, e falta de respeito aos direitos dos cidadãos que podem ficar impedidos de vir a valer. Outro fator importante para a democratização dos serviços de transportes coletivos e a participação das comunidades para que elas possam se manifestar sobre os sofrimentos diários enfrentados para ir e voltar ao trabalho, enfrentando verdadeiros desafios.

Fonte: AFD

 

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