Conflitos internos na oligarquia Sarney devem causar dispersões

ArnaldoeroseA prepotência, a arrogância e o autoritarismo marcas registradas da família Sarney e muito bem incorporadas pela governadora do Estado, resultaram nos problemas que podem perfeitamente desmoronar de vez toda a oligarquia. Roseana Sarney apesar de afirmar para o seu grupo politico que gostaria de ver Luís Fernando Silva como futuro governador do Maranhão, na prática não acreditava nele e procurava meios para substituí-lo por alguém com força politica para disputar a eleição para governador. Por falta de opções e diante das pesquisas que indicavam Luís Fernando Silva com desempenhos pífios e ela bastante desgastada para concorrer ao Senado Federal, decidiu abrir uma guerra com a Assembleia Legislativa do Estado, justamente por ter a convicção plena de que as sua proposta para fazê-lo governador no mandato tampão, não seria em hipótese alguma aceita pela maioria do parlamento estadual.

                   Roseana Sarney encontrou a maior resistência à sua vontade do quero, posso e mando justamente nos deputados que ela dava chá de cadeira e depois não os recebia e colocava candidatos em suas áreas de influência, procurando por todos os meios prejudica-los. O presidente Arnaldo Melo, interlocutor do grupo de discriminados pela governadora, já com uma estratégia definida para garantir a maioria na casa e se candidatar a governador no mandato tampão, se fortaleceu e decidiu peitar a governadora Roseana Sarney. A princípio ela considerou audácia do dirigente do legislativo estadual em enfrenta-la, mas quando foi em busca da verdade, não tinha mais base de sustentação e qualquer negociação passaria por Arnaldo Melo, que já havia recebido a adesão do grupo de oposição, que aquelas alturas era o fiel da balança.

                A governadora esperneou, gritou, prometeu quebrar e arrebentar, mas de pouco ou nada adiantou. O senador José Sarney e o empresário Fernando Sarney, pai e irmão da dirigente do executivo estadual entraram em meio aos desentendimentos e tentaram convencer o deputado Arnaldo Melo a recuar, mas ele não abriu da sua candidatura caso Roseana viesse a renunciar. Os dois partiram para a pressão e tentaram intimidá-lo, mais uma vez ele manteve-se firme e até ameaçou parar as negociações, que também passavam pelo colegiado majoritário de parlamentares. Finalmente o pai e o irmão da governadora firmaram um pacto pelo qual Arnaldo Melo como governador lutaria para eleger os candidatos do grupo ao governo e ao senado.

                 Quando tudo parecia acertado e pronto para ser deslanchado, Roseana Sarney avisou que não aceitava as condições negociadas, uma vez que ela sabia que com Arnaldo Melo, não teria oportunidade de ter o controle do cofre do Estado, o que não aconteceria se o governador do mandato tampão fosse o Luís Fernando Silva. A estas alturas mesmo sem ainda ter deixado a Secretaria de Infraestrutura, Luís Fernando já era carta fora do baralho. Um grupo de políticos já se reunia com o senador e o empresário em busca de alternativas para a escolha de um nome capaz de evitar a dispersão e ter trânsito entre todas as correntes. O presidente da Assembleia Legislativa também seria ouvido e inclusive poderia até apresentar sugestões. Quando Roseana soube das articulações ficou bastante indignada e muito mais o seu marido Jorge Murad e a partir do momento, ficou praticamente sacramentada a permanência da governadora no cargo. A presença de Bita do Barão em uma reunião marcada pela governadora e o ritual realizado foi apenas para ratificar a decisão tomada.

  Com a saída da Luís Fernando Silva, começaram muitas especulações sobre possíveis nomes para concorrer ao governo e ao senado pela situação. O nome do suplente de senador Edison Lobão Filho ganhou a mídia, mas há muitas resistências dentro do grupo já fragilizado e com sérios riscos de uma debandada muito grande. Diante da hostilidade pública da governadora Roseana Sarney ao presidente do legislativo estadual, não será surpresa se ele e vários deputados se alinharem a outro grupo politico e assim poderá ocorrer com outras correntes insatisfeitas e da falta de comando que não existente mais dentro do grupo dominante. Soube hoje, que alguns políticos que há poucos dias brigavam para disputar a vaga do senado, estão mais recatados e não é segredo que muita gente já vislumbra alternativas para se manter na vida pública com mandato. A verdade é que qualquer que seja o resultado das eleições no Maranhão, Roseana Sarney e o marido Jorge Murad, pretendem se mudar para os Estados Unidos, o que pode ser um sinal de que ela não está muito preocupada com o futuro do seu grupo politico.

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