Comandante Geral da PM, mostra fragilidade ao acatar ordem de tenente para prender uma militar

O silêncio do coronel Pedro Ribeiro, Comandante Geral da Polícia Militar, sobre a arbitrária e constrangedora prisão de uma policial militar por se recusar a dobrar serviço, depois de inúmeras justificativas para o seu superior, sobre a necessidade de amamentar o filho, que havia passado seis horas em pé e tinha necessidade de se alimentar. O mais grave de tudo é que o tenente Mário Oliveira, recusando-se a ouvir as justificativas da militar Tatiane Alves, determinou a sua prisão e em ato contínuo a encaminhou para o Quartel do Comando Geral da PM, onde foi autuada e recolhida ao cárcere por determinação do Comandante Geral da Polícia Militar, coronel Pedro Ribeiro, o que subtende-se de que ele acatou a ordem do tenente Mário Oliveira, faltando-lhe um mínimo de discernimento e respeito para apurar os fatos, mesmo diante da hierarquia, que não pode se sobrepor a qualquer princípio de justiça.

Quando um tenente impõe a sua vontade e decisão para qualquer comandante de qualquer instituição militar é sinal de que ele já perdeu autoridade e o caminho é ira para casa e colocar o pijama de reformado e aposentado.

O coronel Pedro Ribeiro vem sendo submetido a constrangimentos pelo Governo do Estado. No último dia 07 o governador Flavio Dino determinou que militares fossem aquartelados como prevenção ao movimento de protestos marcados para a data. Na convocação através de expedientes que vieram a público, em nenhum deles havia referência ao Comandante Geral, o que chegou a merecer rumores de que uma mudança na PM deve estar a caminho. O grande problema é que naquela data, os militares que atenderam a convocação foram dispersados por volta das 16 horas, quando o almoço para eles não apareceu.

Existem inúmeros casos sérios quanto a questão de indisciplina na Polícia Militar, da maior gravidade e que são silenciados, mas o caso de Tatiane Alves, que já teve coragem de lutar pela sua dignidade humana e denunciou assédio sexual e moral, fica cada vez mais evidente é que ela deve sofrer constrangimentos, até quando decidir deixar a instituição, o que começa a ficar caracterizado, com a sua imediata transferência. O que estamos vendo é uma perseguição a uma militar, que por princípios e direitos, mostra que as arbitrariedades e a perseguição as mulheres precisam de mais luta.

Tatiane Alves, precisa do apoio incondicional de movimentos femininos, das instituições de defesa dos direitos humanos e ação judicial se faz necessária contra a Polícia Militar. Parece piada, mas um tenente mandar ordem para o Comandante Geral da PM é o fim da picada.

Fonte: AFD

 

 

 

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